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EDIÇÃO #80

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COOL RIO

ARTE CARIOCA SEM AMARRAS

Texto: Luana Cloper luanacloper@gmail.com
Fotos:
Divulgação

As ruas do Rio de Janeiro vêm ganhando novas interferências, assim como as galerias de arte e as vitrines da conceituada Richards. Em comum entre elas está a assinatura: Godri, pseudônimo adotado por Rodrigo Montello. Esse carioca de 26 anos expressa a Pop Arte de ontem e sempre com o grafite, espalhando cores vibrantes e formas orgânicas pelos muros da cidade. Dele surgiu o Movimento Vira Lata, que aproveita espaços públicos e objetos descartados pelas ruas para fazer arte urbana.

Com direito a manager da carreira, Godri está seguindo o mesmo caminho traçado pelo artista pop americano Keith Haring, que começou seu trabalho como grafiteiro nas ruas de Nova Iork e logo foi parar nas melhores galerias do mundo. Para ambos, a arte tem poder transformador e, no que diz respeito ao carioca de jeito manso e fala cativante, essa transformação foi capaz de gerar o Godrizin, personagem central de suas criações. Em entrevista à Cool Magazine, o artista fala sobre o processo criativo das ruas, telas e estampas, de moda e de sonhos.

O que fez você buscar primeiro o spray e não o pincel?
Sempre me encantei pela magia do spray, pelo controle da lata. Assim que as latas importadas chegaram ao Rio, um amigo me levou às compras. Aí foi paixão ao primeiro muro. O poder que as latas têm de cobrir a superfície sem contato direto me fascina. Ver meu desenho pronto em grande escala, a rapidez do processo e a gama de cores disponíveis inspira muito.

E as histórias inusitadas dessas noites nas ruas?
História inusitada sempre tem. Desde policiais chegando com arma na mão, me tratando como ban-dido, me confundindo com pixador, até o prazer de voltar sozinho pra casa enquanto o resto da cidade está dormindo e nem imagina que vai encontrar um muro, que antes era sujo e sem vida, todo pintado. Nesses momentos me sinto mais carioca.

Qual o lugar mais louco que você já grafitou?
Pistas de skate, viaduto, outdoor, Kombi, geladeira, fogão, ponto de ônibus abandonado, túnel, passagem subterrânea, trem, boate, fora os muros de várias favelas que eu nunca teria ido se não fosse pelo grafite.

Quando e por que você decidiu partir para as telas?
Amo pintar na rua, mas o grafite é descartável. Quando você menos espera ele some, alguém pinta de branco ou a tinta envelhece e as cores desgastam. As telas marcam o tempo, mostram a sua evolução e decoram ambientes. Adoro telas pra guardar meus trabalhos. É como se fosse parte de mim.

Como foi sua entrada na Richards, uma marca que tem um estilo tão diferente da sua linguagem?
Acho que me chamaram porque viram a diversidade dos meus trabalhos, das exposições e customizações. Eu fiz estampas para a Addict e lá na Richards trabalho muito com aquarela. Hoje estou criando estampas para a coleção masculina, com referência no mar, fazendo um estilo bem solto e romântico.

O que é importante para um artista plástico ter em mente quando entra no mundo da moda?
Nunca achar que já sabe tudo e observar as tendências nas ruas, o que as pessoas estão querendo, os movimentos culturais. Sempre se adiantar, andar na frente. É importante tentar aprender novas técnicas e ter bom gosto.

O que te atrai na moda?
Esse turbilhão de novas tendências, o que gera a necessidade de estar sempre bem antenado. É claro que poder criar algo que vai ser desfilado e usado nas ruas também é o máximo!

E como é ter um manager para administrar sua carreira?
Ajuda bastante na minha apresentação ao mercado. Não é legal criar e ficar vendendo a própria obra. O ideal é ficar só criando, intocável mesmo. Flavio Porto e William Monteath sempre me apoiaram como amigos, comprando e indicando meus quadros para outras pessoas, mas agora fazem isso profissionalmente.

O que você ainda quer realizar como artista?
Quero ser reconhecido pelo meu estilo, viajar por novos lugares, expor nas melhores galerias do mundo, onde poderei inventar instalações junto com as pinturas, conhecer novas pessoas, trocar experiências e poder viver sempre da minha arte. Nada me deixa mais feliz.

CURTINHAS 1

Enfim o estilista Maxime Perelmuter (fofo) ouviu nossos pedidos e trouxe a British Colony de volta para a Zona Sul. A inauguração oficial aconteceu no Fórum de Ipanema, com direito a uma edição especial do bailinho do DJ Rodrigo Penna e aos belisquetes deliciosos de Zazá Piereck, do Zazá Bistrô. Com decoração clean em preto e branco, a loja já tem peças da coleção de verão, que resgatam o lema do estilista “novos clássicos, future basics”.

Os cupcakes caíram de vez no gosto das cariocas, graças às criações incríveis da dupla Claudia e Luisa Mascarenhas, donas da Lulu Cupcakes. Os sabores que fazem mais sucesso são brownie com nozes, cenoura com chocolate, creme de limão com merengue e brigadeiro. As guloseimas são feitas por encomenda. luisamascarenhas@hotmail.com

COMIDA DI BUTECO NO RIO

Tem mineiro exportando festival gastronômico para o Rio e a primeira versão do Comida di Buteco mostrou que o negócio dá certo. Os bares da cidade disputam os títulos de melhor tira-gosto, melhor atendimento, bebida mais gelada e melhor higiene. Vence quem conseguir a melhor média nos votos popular e do júri. Entre os participantes, os tradicionais Bracarense, Original do Brás, Belmonte do Flamengo e Adonis.

CURTINHAS 2

200 ANOS DA REAL COMPANHIA VELHA

Em comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil, a vinícola Real Companhia Velha, representada no país com exclusividade pela Importadora Barrinhas, lançou o livro “O Brasil, o Douro e a Real Companhia Velha”, com uma bela cerimônia no Palácio São Clemente, com a presença do autor, o português Fernando de Souza, do presidente da Real Companhia Velha, Pedro Silva Reis e do cônsul de Portugal, Antonio Almeida Lima.

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