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Texto: Bruna Manzano
Fotos: Divulgação
MARIA É UMA PENSADORA CRIATIVA COM UM FORTE “KNOW-HOW” PARA TRANSFORMAR IDÉIAS VISIONÁRIAS EM ESTRATÉGIAS PARA A REALIDADE DIÁRIA.
Passou a fazer parte da equipe da WGSN em 2007 e, no mesmo ano tornou- se “Global Managing Editor for Youth, Street and Sport and Think Tank Trend Research”. Ela atualmente lidera equipes que identificam e traduzem marcas emergentes e influências numa criativa direção da WGSN.
Trabalhando anteriormente como diretora de design da Nike, Maria sempre teve uma forte referência criativa em “premium sportswear” e marcas de luxo “high-street”, trabalhando para a Pringle, Marks & Spencer, Michiko Koshino e também lecionando no curso de moda BA da Kingston University.
Sendo também envolvida em desenvolvimento estratégico, Maria é uma referência em seminários globais, consultas para marcas e realização de workshops.
Nascida na holanda, graduou-se em moda na london’s central St Martins School of Art and Design e é docente na BA fashion students at Kingston University.
A cool Magazine teve a oportunidade de bater um papo com ela e você pode conferir abaixo.
Como é trabalhar na WGSN?
Eu amo trabalhar na WGSN, é o máximo fazer parte de uma equipe que contém alguns dos maiores talentos da indústria e do mundo. É um desenvolvimento rápido e extremamente criativo.
O que você pensa da moda brasileira?
Eu amo a confiança na padronagem e nas cores. A moda brasileira é global devido à forte assinatura brasileira. Chique com atitude despojada.
Você vê nosso país como um país de tendências?
Se considerarmos padronagem e cores o Brasil é bem tendencioso. E há também a arte de rua, o grafite, que traz uma forte influência em estamparias e modelagem.
O que podemos esperar de “tendência” no mundo?
Para o jeans há a influência do desgaste do tecido, tratamentos e aplicações partindo para uma peça com mais ornamentos. Nenhum jeans vai ter as características de um jeans comum.
O que é importante para os jovens atualmente?
Eles são realmente criadores de tendências?
Para a criação e disseminação de tendências, a juventude e a cultura de rua ainda são as mais importantes. No entanto, temos visto uma grande mudança emergindo da internet, que permite que as tendências cresçam democraticamente, para além dos centros “cool” de Nova York, Tokyo e londres. Tendências e idéias voam pelo globo criando uma rápida resposta das marcas.
O que você pensa sobre “fast fashion”?
Eu não acredito que a “fast fashion” tenha vida longa. Nós podemos observar uma geração nova que busca por coisas mais personalizadas e customizadas. Valores estão mudando.
Como podemos reconhecer uma tendência?
Não há fórmula. Uma parte é análise, outra intuição.
Como uma pessoa pode tornar-se um “Trend Hunter”?
Você tem que ser curioso, antenado e estar sempre de olho na próxima grande idéia. Ajuda muito se a pessoa tiver experiência em moda ou design.
Para você, o que é cool?
Cool é um estilo pessoal que seja original e verdadeiro para a pessoa.
Nos dê algumas dicas sobre a coleção de Outono/ Inverno 2009/2010.
Nós acreditamos na volta do visual jeans western: jaqueta jeans, camisa e 5 pockets jeans.